Relacionamentos
Bullying e Cyber bullying – E se você for a vítima?

Bullying e Cyber bullying – E se você for a vítima?

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 0 Flares ×

Apelidos, brincadeiras e risadas vindos de todos os lados. É isso que vê e sente a vítima de bullying. O que para muitos são apenas brincadeiras de crianças, devem ser olhados com mais atenção, pois podem tomar (e tomam) proporções sem tamanho sendo o maior responsável de suicídios e mortes entre crianças e adolescentes.

Fique atento: bullying não é brincadeira, é crime!

O que é Bullying

“Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas.” O termo bullying vem da palavra inglesa bully que significa valentão, brigão.

Vale lembrar que essas “picuinhas” de colégio sempre existiram, mas em virtude do crescente número de suicídios entre jovens em idade escolar, pesquisas realizadas identificaram o bullying como a principal causa desta violência.

O assunto ganhou força a mais ou menos 15 anos principalmente por causa do uso da internet. A partir daí as campanhas e informações sobre o assunto se intensificaram no intuito de identificar os agressores, levando-os a punição e a proteger e amparar as vítimas, em sua maioria silenciosa.

A prática que ocorre nas escolas demonstra que o agressor é alguém inseguro com dificuldade de adaptação. Os praticantes de bullying são vistos pelos especialistas como pessoas que não aprenderam a controlar sua raiva e se satisfazem oprimindo ou causando sofrimentos aos colegas. Buscam através deste gesto violento mais idade e poder.

bullying

Ao contrário dos que pensam se tratar de “coisas de crianças”, estes comportamentos se não são devidamente tratados ou corrigidos, são levados para a vida adulta com proporções cada vez maiores.

O bullying  pode surgir de duas formas, sendo agressão física ou moral.

Não dá para dizer qual dos dois é mais grave. O fato é que a agressão física é percebida mais rapidamente, pois deixa marcas. A agressão moral, feita através de fofocas, xingamento e exclusão é tão grave quanto, mas é mais dificilmente notada. ”A dificuldade que a escola encontra é justamente porque o professor também vê uma blusa rasgada ou um material furtado como algo concreto. Não percebe que uma exclusão, por exemplo, é tão dolorida quanto ou até mais”, explica Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Consequências do bullying

Os pais devem estar atentos aos sinais, já que a criança ou jovem que sofre bullying na escola dificilmente falará sobre o assunto.  “O aluno que sofre bullying, principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e vergonha de ir à escola. Pode querer abandonar os estudos, não se achar bom para integrar o grupo e apresentar baixo rendimento”.

Uma pesquisa realizada pela Abrapia – Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência – revelou que mais de 41% das vítimas não falam nem com os colegas sobre a violência que sofrem, chegando a concordar com a agressão usando desculpas como “mas eu sou baixinho mesmo”!

Outras crianças podem também se tornar violentas para demonstrarem que não são covardes, agredindo outros ainda mais fracos.

Estudos realizados apontam que o bullying praticado pelos meninos está ligado as agressões físicas como chutes e pontapés, enquanto que entre as meninas as agressões apesar de apresentarem o mesmo grau de sofrimento, são mais sutis.

Elas se baseiam nas fofocas, boatos, sussurros e exclusões. “É preciso reconhecer que as garotas também sentem raiva. A agressividade é natural no ser humano, mas elas são forçadas a encontrar outros meios – além dos físicos – para se expressar”, diz Rachel Simmons, pesquisadora norte americana e especialista em bulling feminino.

Como combater o bullying

Tomar consciência da seriedade do assunto, ouvir a vítima de agressão com atenção e punir o agressor são formas de combater a violência nas escolas.

É necessário também que os pais saibam identificar quando têm filhos valentões em casa. Apesar de ser difícil aceitar, o seu filho valentão pode estar praticando bullying com os colegas. Esta situação ao ser identificada não pode ser deixada de lado. Identificar o motivo da violência é primordial para desenvolvimento saudável do seu filho por isso, apesar de parecer difícil admitir que aquele seu bebezinho está por aí causando dor, é necessário não só aceitar , mas tratar o caso.

consequências do bullying

Se for difícil para você, peça ajuda. Se não souber por onde começar procure a diretora ou orientadora pedagógica da escola do seu filho. Elas poderão lhe indicar os caminhos. O importante é não ficar indiferente a este tipo de situação e se colocar no lugar da outra mãe, do outro pai ou até mesmo do coleguinha.

Os especialistas Cléo Fante e José Augusto Pedra, autores do livro Bullying Escolar (132 págs., Ed. Artmed, tel; 0800 703 3444) dão dicas para melhorar o convívio e acabar com o bullying nas escolas:

“- Incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito as diferenças, por meio de conversas, campanhas de incentivo à paz e à tolerância, trabalhos didáticos, como atividades de cooperação e interpretação de diferentes papéis em um conflito”;

- “Desenvolver em sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos”;

- “Quando um estudante reclamar de algo ou denunciar o bullying, procurar imediatamente a direção da escola”.

Cyber bullying

Cyber bullyin ou bullying virtual como é chamado por algumas autoridades, pode se tornar ainda mais perverso já que o espaço virtual é ilimitado.

Imagens, fotos e comentários depreciativos se espalham rapidamente deixando as vítimas que antes se sentiam seguras em casa, amedrontadas onde quer que estejam.

Especialistas afirmam que estas situações acontecem principalmente porque na fase de 10 a 12 anos as crianças começam a formar imagem de si e a necessidade de ser aceito em um grupo. Neste momento, basta que esteja em um padrão diferente para começar a ser provocado.

A primeira providência a ser tomada para combater esta violência é ensinar as crianças a criarem relacionamentos saudáveis em que as diferenças devem ser aceitas.  Outra coisa é aprender a ouvir, a deixá-los falar. Não só no ambiente escolar, em que o professor deve cultivar este comportamento, mas também em casa deve existir esta prática.

Com diálogo é possível perceber a violência ainda no início e mesmo que não seja identificado o agressor (nos casos de cyber bullying), é possível ajudar a criança antes que o mal maior se instale.

Lembrem-se, professores e pais são exemplos para as crianças assim, se gritarem ou incitarem a violência, este comportamento pode ser copiado pelos pequenos.

É importante lembrar às crianças a todo instante sobre os riscos existentes ao divulgarem informações demais através da internet. Há poucos anos, uma jovem de 13 anos se suicidou após ter imagens do seu corpo espalhados nas redes sociais.

O adolescente é emocionalmente imaturo e incapaz de prever o que uma simples foto enviada a um “amigo” pode causar. É mais que importante impor limites aos acessos e a conscientização sobre as consequências dos seus atos.

Como agir nos casos de bullying

Segundo a coordenadora pedagógica Tânia Maselli Saldanha Leite, quando a escola identifica o agressor, é necessário conversar com os dois juntos, longe dos demais alunos para evitar exposição.

Ela informa que é exigido ao agressor que faça a retratação no mesmo meio em que esta foi cometida. Não basta tirar o “briguento” do recreio. É preciso que a retratação se torne pública, pois a vítima precisa se sentir segura.  Ela explica ainda que o foco desta discussão deva ser voltado ao respeito.

Situações mais graves devem ser comunicadas as delegacias especializadas em crimes digitais. Estas orientam que para fazer a denúncia deve ter os emails e mensagens impressas, mas é importante que não sejam apagadas do computador, pois só assim poderão ser rastreadas.

Seu filho sofre bullying?

Como falamos, a violência é silenciosa e dificilmente as queixas são trazidas para casa. Os pais, no entanto, preocupados não sabem ao certo identificar quando e se houve bullying. Vale relembrar que este se caracteriza pela ação repetida de violência física ou verbal assim, se seu filho brigou por causa do jogo não se trata de bullying.

bullying na escola

Veja abaixo alguns dos principais sinais apontados pelo Conselho Tutelar, que indicam que seu filho está sofrendo bullying:

  • Hematomas, machucados, arranhões, cortes sem explicação convincente.
  • Roupas rasgadas e materiais escolares estragados.
  • Isolamento. Ele evita a companhia dos colegas e passa a ficar mais perto dos adultos.
  • Medo de ir sozinho ou não quer ir à escola.
  • Queda no rendimento escolar.
  • Muda o trajeto que leva à escola.
  • Chega em casa faminto, pois pode ter tido seu dinheiro do lanche roubado.
  • Relata frequentes perdas de objetos, pois pode estar sendo vítima de extorsão.
  • Tem poucos amigos e é pouco convidado para atividades sociais.
  • Não quer sair de casa.
  • Mostra-se triste, solitário, choroso e estressado.
  • Muda repentinamente de humor.Irritabilidade.
  • Dores de cabeça, de barriga e aftas.
  • Perda do apetite.
  • Baixa na imunidade.
  • Pensamento suicida.

Caso identifique que seu filho esteja sofrendo bullying, não se desespere. Veja abaixo como lidar com a situação:

  • Converse com seu filho fazendo perguntas provocativas sobre os amigos e o relacionamento dele na escola.
  • Converse com seu filho abertamente sobre o bullying.
  • Não pense que o bullying acabou só porque ele parou de falar nisso.
  • Reforce a autoestima de seu filho. Ajude-o a achar uma atividade na qual ele se adapte.
  • Não aja sozinho. Encontre outros pais cujos filhos estão também sofrendo bullying ou presenciaram o bullying e se organizem.
  • Lembre a seu filho que você o ama e encoraje-o a conseguir aliados entre os colegas.
  • Contate a escola para contar o que está acontecendo.

Tão importante que saber o que fazer é saber o que não deve fazer:

  • Nunca diga a seu filho/filha que o que está acontecendo faz parte de uma fase normal.
  • Não minimize o problema.
  • Nunca diga a seu filho/filha que ele/ela está sendo exageradamente sensível.
  • Nunca lhes atribua a culpa por estarem sofrendo bullying.
  • Nunca diga a eles que os colegas estão apenas brincando.

E ainda ensine-o a lidar com as situações ruins de provocações explicando que deve reagir falando para pararem e que não gostou. Explique que deve fazer aliados para lhe ajudarem a enfrentar o autor do bullying.

E lembre-se: “A coisa mais importante para uma criança é saber que ela deve contar para um adulto logo que o bullying acontecer. Um adulto pode apoiar e dar força a uma criança e enfraquecer o autor do bullying”.

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 0 Flares ×

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Facebook

Seja Uma Mulher De Sucesso

Produtos para bebês e crianças 70% mais barato?

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 0 Flares ×